sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A TERCEIRA VAGA DA INTERNET E A INDÚSTRIA 4.0


Um novo horizonte está a formar-se sobre a atual globalização, sendo já visível o início de ensaios de mudanças do seu habitual espaço e domínio conquistado pelos efeitos de projeções diferentes em novas políticas nacionalistas, sociais, segurança dos cidadãos e bens, assim como protecionismo nas economias.
Em expectável contraciclo, a internet está a movimentar-se com novas fronteiras, com novos desafios a que se chama Terceira Vaga, ou seja, a Internet das Coisas. Com a chamada primeira vaga tivemos a própria construção da internet; já com a segunda vaga tivemos a revolução pelos telemóveis e a economia APP ( das aplicações móveis).
Caminhamos hoje sobre uma exploração ilimitada desta terceira vaga que se traduz numa conectividade universal que permite operar transformações e mudanças em setores-chave das economias por novos paradigmas no mundo, em que cada um de nós participa e é ator principal nessa transformação.
Não deixa de provocar também reflexão, pela dúvida que desencadeia, a continuidade de processos antigos ou atuais, pela instabilidade desta evolução, quer ao nível do comportamento dos consumos pelos cidadãos, quer pelas empresas, instituições e governos nos seus procedimentos.
Por muito distraídos que possamos andar, os avanços tecnológicos com a digitalização e alta automação consequente, com os novos formatos da economia, já transformaram e continuarão a transformar significativamente o nosso estilo de vida, quer individual, quer coletivo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

PORQUE NÃO CRESCE A ECONOMIA?

O problema financeiro que domina  a mais violenta dessa conjuntura está patente na dinâmica económica. O que está a acontecer à evolução da economia?
Embora a atenção esteja dominada pelas questões orçamentais e bancárias, existe muita atividade nas empresas portuguesas. Portugal é um país com muitos e variados empreendimentos. Do turismo às novas tecnologias, da agricultura à indústria, muitas pessoas produzem e vendem produtos de qualidade.
A economia está a crescer! Nos últimos três anos a produção deixou a recessão e tem vindo a aumentar significativamente. No entanto, a verdade é que a nossa economia está a crescer menos do que em qualquer época sem recessões.
A recessão que a economia portuguesa sofreu de 2011 a 2013, foi a mais violenta desde a Segunda Guerra Mundial. A comparação com outras crises europeias permite voltar ao tema do confronto entre problemas de liquidez e solvabilidade. Alguns países recuperaram rapidamente, sobretudo porque sofreram muito com o aperto, mas sem problemas estruturais.
Foi o caso da Islândia, que em 2015 já recuperara toda a queda e se encontrava 5% acima do nível anterior à crise, bem como, os países bálticos que face ao pico onde tinham caído, já estavam 3,3% acima, ou apenas 1,4% (Letónia) ou 1,2% (Estónia), abaixo.
Pelo contrário, outras economias, sofrem de graves dificuldades de solvabilidade, e por isso, em 2015, ainda se encontravam muito abaixo do nível que tinham, quando se iniciou a crise de 2008. Em todos os casos, a crise, mesmo tendo sido violenta é uma lembrança longínqua.
Pelo contrário, outras economias sofrem de graves dificuldades de solvabilidade, e por isso, em 2015, ainda se encontravam muito abaixo do nível que tinham, quando se iniciou a crise de 2008. Neste caso, está a Grécia ( que ainda está 24,2%,abaixo do ponto inicial,), a Croácia (1,1%), Chipre(9,3%), ou Portugal(5,7%). Mesmo países que sofreram menos no momento do impacto como a Finlândia, que perdeu 7,6%), com a crise, Espanha (15,2%) ou Itália 7,3%).
Os problemas financeiros do Estado e da banca têm relações biunívocas.
Nunca há excesso de despesa do Estado, se não existirem muitos cidadãos prontos para receber. Não pode haver problemas de crédito malparado nos bancos, sem existir muito endividamento  na economia.
A verdadeira origem de um possível colapso financeiro está num aparelho produtivo que não gera riqueza suficiente para pagar as suas contas. Portugal tem um Estado gravemente endividado e uma banca muito fragilizada, tendo por base uma economia oprimida por uma herança de responsabilidades, que tem e terá muita dificuldade em gerir. No que concerne à poupança, Portugal tem um comportamento disfuncional. Com taxas de juro negativas, ou quase, quem poupa está a ser roubado.
As famílias portuguesas reagiram ao primeiro ciclo financeiro das empresas, reduzindo a sua poupança, colocando-a nos mínimos em 2008.Nessa altura, as empresas e famílias moviam-se no mesmo sentido, agravando a sua dependência financeira.
O comportamento da poupança das famílias desde 2013, é bastante preocupante. Com um endividamento elevado e uma situação económica bastante frágil, parece irresponsável reduzir a fatia amealhada de um rendimento que, finalmente começou a crescer.
Ninguém duvida de que a falta de crescimento constitui o elemento central das nossas dificuldades económicas. Com a economia próspera, todos os aspetos orça
mentais e angústias bancárias esfumar-se-iam. Pelo contrário, na sua ausência, até as atividades saudáveis dão sinais preocupantes. Por outro lado, é evidente, que sem investimento, a economia não cresce. Dado termos trabalhadores disponíveis, liberdade de iniciativa e mercados abertos, a falta de capital, está na origem do nosso bloqueio. Mas esses elementos são consequência da ausência da dinâmica do investimento.
É por falta de oportunidades rentáveis, que a banca está frágil e a reduzida taxa de remuneração das poupanças, resulta de aplicações pouco lucrativas. Além disso, é importante notar, que as taxas de juro negativas, se são prejudiciais à poupança, deviam facilitar o investimento.
Então porque razão tão poucos se arriscam  investir? Por falta e confiança. É por isso que as taxas estão baixas, que a banca está frágil e não há investimento. A economia cresce pouco, porque não há capital. A dívida é enorme e as contas públicas não equilibram porque não há capital. Mas porquê? Não há capital por duas razões: a primeira é que o povo não poupa. A taxa de poupança das famílias portuguesas, situa-se num registo mais baixo da nossa história, e é um dos valores mais baixos da União Europeia. O nosso país, que há duas gerações era campeão mundial da poupança, mudou de hábitos e gasta o eu tem e o que não tem, se pensar no futuro. Assim não pode haver capital. É o povo que toma uma atitude de consumidor e devedor, em vez de aforrador e investidor.
Outro motivo para a nossa situação, tem a ver com a incapacidade de atrair capital alheio.
Ora quando não há poupança, a solução é usar crédito. Foi isso que as nossas empresas e famílias fizeram durante duas décadas, acumulando uma das maiores dívidas mundiais. Crédito não é capital. Poderá ser uma forma temporária de aceder a fundos que, aplicados de forma produtiva, se venham a transformar em capital. Mas todos estes factos acumulados com dívida, constituem um perigo evidente.
Porque razão os portugueses não poupam? Com taxas de juro negativas, não espanta que isso aconteça. Os valores miseráveis obtidos na aplicação de fundos, constituem uma vergonha que arruína aforradores, idosos, pensionistas e, todos os que vivem do pé-de-meia que honestamente acumularam.
As taxas estão baixas porque o Banco Central Europeu tem andado a injetar quantidades enormes de dinheiro, para apoiar os países endividados. Desde 2008 ,que se anda a apertar o cinto e a vender propriedades ao estrangeiro para poder pagar as contas. Essa austeridade é necessária, mas não é solução. Enquanto a poupança continuar a descer, a situação vai-se agravando.
Sem capital, não há produção, e sem ela não temos o suficiente para comprar . Por outro lado, o trabalho é juntamente com a terra e o capital, um dos três fatores básicos da produção. Tudo é produzido através das matérias-primas, equipamentos e trabalhadores. Acontece que o país não cresce , e, isso deve-se, não só ao facto de existir menos capital, mas também, por haver menos trabalhadores, pois existe uma descida da população ativa: as causas estão ligadas ao aumento da emigração e ao aumento da esperança de vida, pois estamos a viver um acelerado envelhecimento, pelo que o fator trabalho está mais reduzido. Portugal está a cresce pouco. Por isso, é urgente fazer uma transformação profunda e radical, na estrutura da nossa economia, para romper bloqueios, eliminar princípios e lançar dinamismo. Há a necessidade de fazer reformas estruturais.
Que sucederá nos próximos tempos em Portugal? Ninguém sabe. O certo é que existe instabilidade na nossa economia.
 Portugal sobrevive e prospera se souber reencontrar o valor, equilibrar interesses, apoiar os mais fracos e acreditar em si, e no sistema que aqui nos trouxe.
 Temos uma cultura antiga e sólida. Passámos por várias crises, mas somos um dos países com personalidade mais persistente, presença mais marcante
 e dinâmica mais notável na história da humanidade. Somos uma sociedade coesa e duradoura, com muitas linhas de futuro, recursos valiosos e setores dinâmicos.
 Cabe a esta geração, preparar o caminho e encontrar a linha do essencial para um futuro melhor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

PORQUE SE AGRAVA A DESIGUALDADE?

Um grande problema preocupa a situação interna de muitos países: a questão das desigualdades. Esta constitui uma consequência de magna transformação que a humanidade sofre nos nossos dias, e que  formatará o mundo nas próximas gerações. A humanidade sempre viveu com disparidades sociais. Essas diferenças estavam mesmo embutidas na estrutura social, através de castas, classes e direitos hereditários. Existem muitos tipos de desigualdade, em grande parte do mundo, com efeitos indesejáveis. A crise financeira trouxe ao de cima uma distinção entre os países do Norte e do Sul na União Europeia. No entanto, na ordem do dia está a mais antiga e intensa das desigualdades: o fosso entre ricos e pobres.
Uma enorme desigualdade, ao longo dos séculos XVIII e XIX, com uma redução drástica da injustiça nas décadas centrais do século XX, seguida de um aumento de desigualdade nas décadas mais recentes: " A primeira conclusão é que nenhuma tendência de redução da desigualdade da propriedade do capital é percetível antes dos choques dos anos de 1914-1945.
A redução das desigualdades observada nos países desenvolvidos entre os anos 1900-1910 e os anos 1950- 1960, é antes de mais o produto das políticas públicas implantadas em sequência desses choques.
Igualmente, a subida das desigualdades desde os anos 1970-1980, deve muito aos retrocessos das últimas décadas, em particular em matéria fiscal e financeira. A dedução explícita, é que a enorme desigualdade capitalista contribuiu para os horrores das duas guerras mundiais e para a Grande Depressão.
Atkinson avança sobre a economia para resolver a desigualdade.
Vejamos algumas medidas:
1- A orientação da mudança tecnológica deve ser uma preocupação explícita dos decisores políticos, encorajando inovações, de forma a aumentar a empregabilidade e enfatizando a dimensão humana da provisão dos serviços;
2- O Governo deve adotar um objetivo explicito de prevenção e redução de desemprego e fixar esta ambição oferecendo emprego público garantido ao salário mínimo a todos os que o quiseram;
3- Deve haver uma politica de salário nacional, consistido em dois elementos: um salário mínimo legal, num salário de sobrevivência (living wage) e um código de práticas para pagamentos acima do mínimo, acordado como pate de uma "negociação nacional", envolvendo o Conselho Económico e Social;
4- Deve haver uma dotação de capital (herança mínima) para todos os adultos.
5- Devemos regressar a uma estrutura fiscal mais progressiva no imposto sobre o rendimento pessoal, com taxas marginais de imposto aumentado, por escalões de rendimento tributável, até a uma taxa superior de 65%, acompanhada por um alargamento da base fiscal;
6- Um rendimento de participação deveria ser introduzido a nível nacional, complementando a proteção social, existente, com o objetivo de criar um rendimento básico infantil único para União Europeia.
A desigualdade é, sem dúvida, uma questão muito grave, mas a única forma para a reduzir significativamente, implica mudanças tão profundas que levaram ao abandono do sistema como o conhecemos, e à adoção de uma economia bastante parecida com os regimes coletivistas.
No meio da intensa transformação tecnológica e da competição internacional dos nossos dias, o quadro traçado coloca fortes dúvidas, quanto à capacidade das sociedades combinando a desigualdade social com o desenvolvimento produtivo.
O modelo que a ciência económica tradicional usa para entender a desigualdade e o crescimento foi apresentado por um economista de origem russa (kuznets). A ideia básica é que os países, partindo de uma situação igualitária, sofrem um aumento de desigualdade nas primeiras fases do seu progresso para, a partir de certo nível, começarem a ser mais igualitários.
Segundo a Kuznets, a desigualdade decresceu à medida que a oferta de trabalho mais qualificado, e a procura por redistribuição aumentou e o rendimento do capital caiu.
Estamos atualmente a viver um período de aceleração da história económica, que tem como consequência natural um aumento da desigualdade.
Segundo Atkinson " a globalização torna muito difícil o aumento da tributação do promotor mais significativo da desigualdade":
O trabalho está a ficar mais difícil de tributar, porque pode facilmente movimentar-se de um país para
outro. O crescimento económico vai ainda ser muito importante no século XXI: ele é o instrumento mais poderoso para reduzir a pobreza a nível global e a desigualdade. Dificilmente podemos sobretudo a sua importância nos países pobres como meio para tornar melhores as vidas das pessoas comuns. É certo que há muita dificuldade em enfrentar o problema da desigualdade.
As politicas que funcionariam no sentido da igualização de longo prazo, incluiu:
1- altos impostos sucessivos que, segundo Piketty, impediriam os pais de transferir grandes ativos para os filhos;
2- politicas de distribuição empresarial que estimulam as empresas ou distribuem ações aos trabalhadores;
3- políticas fiscais e administrativas que permitam aos pobres e à classe média adquirir e deter ativos financeiros;
4- para reduzir a desigualdade nas dotações, uma propriedade do capital mais dispersa tem de ser combinada com uma mais igualitária distribuição da educação.
Irá a desigualdade desaparecer à medida que a globalização continua? Não. Os ganhos da globalização não vão ser distribuídos igualitariamente. A questão da desigualdade constitui sem dúvida, um dos problemas mais desafiantes da atualidade. É verdade, que ela resulta da intensa transformação económica do mundo. Esta, além de gerar múltiplos benefícios a todos os níveis, traz consigo efeitos nocivos, como a instabilidade financeira e a disparidade social.
A geração atual enfrenta o desafio monumental de conservar os benefícios do progresso de corrigir injustiças, salvaguardar a natureza e a liberdade. Todas estas situações são travadas no campo politico onde forças e movimentos novos, começam a dominar.

 

 

domingo, 3 de janeiro de 2016

O CRESCIMENTO E DÍVIDA DA ZONA EURO

Depois da maior crise económica e financeira, desde o pós -guerra, a Europa parece ter caído de novo numa situação de baixo crescimento, de inflação zero, de desemprego acentuado que tarda em descer.
O FMI demonstrou recentemente que existe um problema: a zona euro está de novo a divergir em termos globais. A economia global, mesmo travada pelo crash do petróleo que tem dificultado a vida aos países emergentes vai ganhar força. A união monetária acompanha, mas fica cada vez mais para trás. Seis anos depois da economia mundial ter emergido da sua recessão, mais ampla e profunda desde o pós -guerra, o santo graal da expansão global robusta e sincronizada, continua a ser elusivo.
De facto, segundo algumas previsões, a zona euro não crescerá mais do que 1,5% este ano, e 1,6%, no próximo, chegando a 2020 sem aumentar o crescimento. A economia mundial, que em 2015 conseguiu avançar em 3,15, reforça para 3,6% no próximo ano e pode alcançar cerca de 4% em 2020.
Segundo Obstifeld, o problema com as matérias - primas representa hoje uma grande parte da história, mas não explica tudo: instabilidade política e dívida em excesso, são outros travões mencionados. No caso da dívida, a Europa pode ter de se preocupa.
Mesmo com essas complicações, o FMI, acredita que os países e.ergente, tonarão  descolar. Já as regiões ditas desenvolvidas não. Os Estados Unidos podem desacelerar de 2,8% em 2016, para apenas 2% em 2020.
No caso da zona euro, que deveria aparecer como uma união coesa, por ser económica e monetária, e, por isso, mais próspera com o euro a ser referido como um "sucesso" à escala global, os sinais de divergência interna acumulam -se. É hoje consensual que a união está incompleta e que isso prejudica o potencial de crescimento: falta a integração bancária e orçamental com todos os obstáculos que isso ainda acarreta. Assim, os excedentes dos países do Norte, continuam a ser feitos à custa de défices externos dos países do Sul. O Norte exporta e fatura nos mercados garantidos do Sul, sem risco cambial. Mas esse mesmo Norte, mais desenvolvido, onde se enquadra a Alemanha, por exemplo, continua a ser o credor que financia as economias "gastadoras" do Sul.
No entanto, estas economias, atoladas em dívida, não conseguem crescer, parecendo condenadas a uma estratégia de consolidação orçamental de décadas que trava as suas retomas. Muitos defendem que a resposta, passa  por mais reformas estruturais, que libertem os melhores recursos desses países, que os tornem mais competitivos. Mas há quem não concorde e exija mais solidariedade, por romper de vez com o que parece ser um ciclo vicioso.
Se o Sul não está bem, o Norte, acabará por sentir esses efeitos negativos.
Segundo alguns economistas, "o modelo da construção europeia, do qual hoje, o tratado orçamental é o pilar mais forte, gerou benefícios" Os benefícios dos credores mais do que superaram as perdas dos devedores. Mas parece -me que este modelo está a esgotar -se, e isso explica as dificuldades que as economias mais fortes estão a ter em reinventar a sua próxima onda de crescimento.
Se olharmos para os últimos anos da Europa, da década de 90 para cá, a grande novidade, foi a formação de uma clivagem cada vez mais profunda entre excedentários e deficitários, entre credores e devedores.
É certo que os países menos desenvolvidos têm mais trabalho de casa para fazer.
Segundo o presidente do BCE, Mário Draghi, as taxas de juro baixas, não irão, só por si, restaurar um crescimento sustentado da economia e do emprego, a não ser que seja acompanhado por reformas nacionais que permitam ultrapassar os obstáculos a esse crescimento.
Para obter todos os benefícios da política monetária é obrigatório o contributo de outras áreas de política. Dada a persistência do elevado desemprego estrutural e do baixo crescimento do produto potencial da área do euro, a retoma cíclica deve ser apoiado por políticas estruturais eficazes.Empresas e investidores devem ser apoiados por uma infra -estrutura pública adequada, e os governos devem fazer a aplicação integral e coerente do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Por outro lado, com a inflação da zona euro em 0,1%, bem longe dos quase 2%, o BCE, decidiu reforçar o seu programa de expansão monetária (QE) em pelo menos, 360 mil milhões de euros, que acrescem aos já programados 1,14 biliões, até finais de Setembro de 2016. O QE foi estendido por mais de 6 meses, até Março de 2017.
O BCE garantiu ainda algo muito importante: irá reverter os ativos comprados no âmbito deste programa, o que significa que o efeito dos juros quase zero, prolongar -se - á por muito mais tempo.
Também Mário Draghi, explicou que o programa QE será complicado e que a compra de ativos aos bancos europeus, até aqui, era sobretudo dívida nacional; daqui para a frente, irá contemplar também a dívida local e regional.
Sem dúvida, que a inflação está mais fraca do que o esperado, pelo que o BCE injetará mais dinheiro barato nos bancos, sem contrapartida de recompra Sendo assim, o plano QE  vai, portanto engordar mais um terço (360 mil milhões de euros até aos 1,5 biliões).
Os riscos quanto às perspetivas de crescimento para a zona euro, devem -se a incertezas acrescidas relacionadas com a evolução da economia mundial, bem como, a riscos geopolíticos mais abrangentes. Tais riscos têm o potencial para passar sobre o crescimento mundial e a procura externa das exportações da área do euro, e, de modo mais generalizado sobre a confiança.
Será improvável que o "ritmo de crescimento esperado para a área do euro", seja rápido o suficiente para fazer subir a inflação.Frankfurt avançou por isso, com o QE e outras medidas de apoio.
No entanto, o crescimento económico, e, consequentemente, as perspetivas de inflação, permanecem limitados, pelo elevado nível de dívida privada e pública de muitos países, e, pelo progresso lento das reformas. Por isso a S&P, considera que " a política monetária não será capaz de compensar "os ativos" dos países.
Será que a inflação da zona euro recupera em 2016?
Todas as previsões apontam para uma possível recuperação da inflação da zona euro em 2016 pela estabilização dos preços do petróleo e pelos efeitos da desvalorização do euro. Mas a confiança nas estimativas do BCE é maior.As suas previsões de uma aceleração da inflação têm sido revistas em baixa. Vários indicadores de mercado não antecipam que a inflação regresse a 2%, antes do final da década.
A grande incerteza que paira sobre a economia mundial, também não ajuda, seja nas economias emergentes, nos EUA, ou na evolução do preço do petróleo.
Todos estes fatores têm potencial para afetar a recuperação da inflação, da economia da zona euro, bem como a economia nacional.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

UMA NOVA ORDEM MUNDIAL

Será possível gerir a economia mundial com a sua grande dimensão e com tantos países e povos diferentes?
Quais são os fatores determinantes para ser conseguido um determinado resultado?
Cada vez mais, são as empresas que começam a ver oportunidades internacionais fora do seu mercado nacional. As subidas dos preços dos alimentos e da energia, têm implicações em todo o mundo, à medida que absorvem uma proporção cada vez maior de rendimentos disponíveis, de muitas pessoas, especialmente dos mais pobres.
A globalização veio aumentar a concorrência, mantendo os salários baixos em muitas economias ocidentais, enquanto, ao mesmo tempo, a concorrência em termos de talentos e postos de trabalho, é intensa. Cada vez mais pessoas, em todo o mundo, veem aumentar os seus rendimentos, o que lhes permite, viajar, gastar e investir internacionalmente. Neste contexto, necessitamos de novas instituições. É certo, que cada vez mais, as economias são interdependentes, o que significa, que muitos países podem partilhar os frutos do crescimento. Numa economia, o resultado depende da interação entre os princípios fundamentais, política e confiança. É quase difícil medir a confiança. A confiança por si só, não consegue levar uma economia muito longe, no entanto, a sua importância não pode ser subestimada. As empresas precisam de confiança antes de investir, e as pessoas também dela necessitam, antes de gastarem muito dinheiro.
As pessoas criaram o hábito de se familiarizar com o modo como as coisas funcionam no seu país, uma vez, que é lá que as suas leis são aprovadas, os impostos são pagos e, enquanto o país for uma democracia onde se vota.
O que acontece a nível nacional, pode influenciar, ou ser influenciado, pelo que acontece no exterior.
É por isso, que é mais importante, do que foi alguma vez no passado, controlar as instituições regionais e mundiais.
Alguns, poderão dizer, que não são as instituições, mas sim o dinheiro, que faz girar o mundo. Quanto dinheiro está concentrado nas mãos de tão poucos? Pelo lado positivo, em anos recentes, as economias emergentes, criaram mais riqueza.É uma boa notícia, porque reflete a fatia crescente que têm no bolo  económico mundial, e , porque ajudam a sair mais pessoas da pobreza extrema proporcionando uma base firme, onde se pode construir o futuro crescimento mundial, com áreas múltiplas de procura interna mais forte.
Uma tendência que vale a pena sustentar, é a de que, embora se tenha visto que a globalização e o crescimento da economia mundial, fizeram desaparecer os fossos de rendimento entre os países, estes aumentaram no interior de alguns países. Isto é um sinal de que a globalização, está a funcionar a nível internacional.A globalização torna mais difícil tributar áreas que são móveis, como as multinacionais, ou os trabalhadores altamente especializados, a não ser que todos adiram a uma abordagem política dos impostos mundiais. É certo, que a eficácia das políticas nacionais, pode ser influenciada, pelo que se passa no mundo.
No decurso da globalização, as grandes empresas internacionais, tornaram -se mais móveis, capazes de transferirem as suas operações de um lado para o outro, criando empregos em múltiplos locais.
Os países de todo o mundo cortejam as empresas mundiais, com a esperança de atraírem o seu investimento e os seus empregos. Muitas das  grandes empresas listadas nas principais bolsas, realizam uma grande quantidade dos seus negócios no estrangeiro. Os fabricantes e os call centers podem transferir as suas operações, para onde os custos sejam inferiores, enquanto as empresas do setor dos serviços vão para onde existe pior procura.
Vejamos as principais instituições mundiais: FMI,G20,OMC: verificamos que numa economia mundial, onde o conhecimento e o poder são importantes, a capacidade de influenciar o debate económico e político pode ser crucial. Desde logo, a importância das instituições e grupos mundiais, não deveria basear -se apenas no modo como se resolvem as questões e atribuírem fundos, mas também, como influenciam o pensamento, atitudes e comportamentos.
Quanto mais pensamos nesses grupos, mais possibilidade temos de nos questionar se funcionam, e, quão provável trabalham ou, não no futuro. Por exemplo, como irão interagir com os governos nacionais? As instituições mundiais adequam -se à sua finalidade ou precisam de mudar?
Como podemos garantir que essas instituições fazem um bom trabalho, de modo, a ajudar a economia mundial a crescer?
O grande desafio tanto para os grupos mundiais, como mundiais é que parece haver um desejo natural de se expandirem sempre e nunca reduzir. A coordenação de políticas a nível mundial, centra -se nos motores da economia em muitos países. Exige uma consciência dos danos que os atos de um país poderão provocar a outros, e dos momentos, em que faz sentido, agir em conjunto, para maximizar as oportunidades e obter resultados bem sucedidos. A coordenação política mundial faz sentido, mas é difícil de atingir na prática. A riqueza e o poder de compra estão altamente concentrados. Isso, reforça a necessidade de de uma estrutura institucional certa em todo o mundo, Quer se trate de países ricos ou pobres, em todo o mundo, todos têm de ser regidos pela mesmas normas
Necessitamos de uma estrutura institucional certa, que resolva as questões mundiais fundamentais.
A coordenação da política mundial, pode funcionar e mudar as coisas, e, portanto, quanto mais credíveis, forem as instituições, tanto mais eficazes podem ser.
Também devem ser criadas de forma adequada, de modo a refletirem, como a economia mundial está a mudar e terem legitimidade aos olhos da maior parte dos países do mundo. Se os países decidirem trabalhar juntos, em políticas regionais e mundiais, têm de aceitar alguns compromissos em termos das suas próprias políticas internas.Considerando que uma boa economia, significa uma boa política, as alianças em grupos regionais ou mundiais, deveriam fazer sentido, em termos económicos.
No futuro, as economias bem sucedidas, serão aquelas que seguirem as diretrizes de adaptação de mudança e de jogo dos pontos fortes, assumindo uma posição eficaz,  transformando -se num local atraente onde investir para os empresários, tendo a economia mundial por objetivo um forte crescimento sustentável.

domingo, 6 de dezembro de 2015

UMA EUROPA MAIS UNIDA

Durante a crise financeira os membros nórdicos da Zona Euro resgataram  os seus homólogos do Sul, oferecendo enormes resgates financeiros e apoiando a promessa do Banco Central Europeu, de salvar o Euro, a qualquer custo. Contudo, quando a Alemanha, solicitou, recentemente um sistema de quotas para resolver o afluxo maciço de refugiados, os seus parceiros, não mostraram a mesma solidariedade. Agora, que a França, recuperando dos ataques de Paris, declarou guerra ao Estado Islâmico, outros países europeus, encolheram os ombros, murmuram condolências e esperam silenciosamente que o conflito não os afete. A inflação é clara: ainda que a Europa tenha feito progressos significativos em direção à União Orçamental, permanece muito longe da União Política.
Meio século depois da fundação de um mercado comum e 15 anos após o lançamento da moeda única, a Europa ainda não dispõe de uma força policial unificada e de uma política externa comum.
Alguns líderes europeus, defendem que a Europa deveria estar a acelerar os progressos em direção à União Orçamental, através de um regime comum de garantia de depósitos, um orçamento comum, eurobonds, uma maior patilha de riscos financeiros, e um sistema unificado de subsídios de desemprego, o mais rapidamente possível.
Mas na verdade, essas medidas só iriam agravar os defeitos estruturais da Zona Euro. Sustentariam falsos preços relativos - o resultado de uma bolha de crédito, inflacionaria ao Sul, que se formou após a adoção do Euro - que estão a impedir os países do Sul da Europa de recuperarem a competitividade.
Como resultado, o desemprego estrutural em França e no Sul da Europa persistiria.
Além disso, as medidas propostas, agravaram os problemas da dívida pública da Europa, ao reduzirem o diferencial das taxas de juro entre os países, ao sustentarem bolhas nos preços dos ativos e ao destruírem o papel de alocação de recursos no mercado de capitais. A desvantagem de fortalecer a União Orçamental da Europa não acaba por aqui: o progresso contínuo em direção à União Orçamental, significaria paradoxalmente, tornar mais improvável a União Política por uma simples, mas importante razão: França..
França que é de longe, a maior potência militar da Europa, impediu todas as tentativas de congregar as forças armadas da Europa. Em 1954, a Assembleia Nacional Francesa, rejeitou o tratado para a a Organização da Defesa da União Ocidental. Em 2005, França rejeitou a proposta da União Europeia, que poderia ter marcado o início do processo de unificação política. França, cujo sistema bancário e industrial está fortemente exposta ao Sul da Europa, é um dos principais beneficiários da União Orçamental. Quando a crise financeira global começou, a exposição dos bancos franceses à Grécia de 58 mil milhões de euros, era o dobro dos bancos alemães. Perante isto, é compreensível que a França prefira a União Orçamental à União Politica. Mas se outros países europeus aceitam esta preferência, e a Europa continua no seu caminho desequilibrado de integração, não há forma de convencer a França a apoiar a União Politica. Talvez o tráfico massacre terrorista em Paris altere a aversão francesa à integração política. Ao destacar que mesmo uma potência militar poderosa precisa, por vezes, de apoio, o ataque pode vir a tornar -se um fator decisivo no esforço de criar uma união política europeia.. Para que isso aconteça, os países da Europa, devem unir -se para ajudar a França na sua luta, contra o Estado Islâmico. Ao mesmo tempo, a França e outros países da União Europeia, devem ajudar a Alemanha, a Áustria, a Suécia a Hungria e a Eslovénia, a atenuarem a crise dos refugiados, aceitando um sistema de quotas.
Numa altura em que a Europa tenta construir uma união sustentável, estável e próspera, deve olhar para uniões de sucesso, como os EUA e a Suíça, para servirem de guias. Ambas as uniões, começaram com organizações de defesa militar e só mais tarde se desenvolveram como uniões orçamentais. Foram necessárias décadas, senão séculos, para se conseguirem orçamentos públicos consideráveis e para se começarem a envolver na redistribuição de rendimentos.
É tempo da União Europeia mudar a sua abordagem de integração. Em vez de continuar a insistir numa integração orçamental desequilibrada, deve trabalhar no sentido de implementar elementos chave da união política, incluindo uma força policial integrada, uma legislação de asilo comum, e, acima de tudo, um exército unido.
Na realidade, o projeto europeu refere - se ao esforço de uma construção de uma Europa próspera e pacífica, através de uma crescente integração social e económica. Esse esforço começou há mais de 60 anos com a formação da Comunidade do Carvão e do Aço. O trabalho continuou com a criação do Mercado Comum em 1959, incluindo as novas democracias na Europa do Sul; o Ato Único Europeu, assegurando a livre circulação de pessoas e bens, o alargamento posterior da União Europeia aos antigos países comunistas, o acordo de Schengen, que removeu muitos controlos de fronteira no continente, e, a criação de uma moeda única europeia..
Durante muito tempo, o projeto europeu correu bem, com a Europa a crescer firmemente próspera, pacífica e livre. Contudo, o projeto europeu, foi criando uma crescente interdependência sem criar instituições.
O que preocupa os europeus?
À primeira vista, a crise financeira, a crise dos refugiados e os ataques terroristas, podem parecer não ter nada em comum. Mas em cada um dos casos, a capacidade da Europa para se proteger, foi minada pela união imperfeita. Na crise financeira, existe um consumo alargado entre os economistas, de que as aflições da Europa, eram principalmente causadas pelas mudanças de humor, entre os investidores privados que gastaram dinheiro no Sul da Europa, após a criação do euro, e, depois abruptamente reverteram a tendência.
No caso dos refugiados, as políticas de imigração, em geral, são más em todo o lado, no entanto, a Europa, ainda está a tentar manter abertas as fronteiras internas, ao mesmo tempo, que deixa a gestão das fronteiras nas mãos de governos nacionais, como o da Grécia empobrecida e devastada pela austeridade. Quanto ao terrorismo, nenhuma sociedade livre, pode estar segura contra ataques.
Idealmente, a Europa responderá a estes problemas reforçando a sua união, criando mais instituições
necessárias para gerir a interdependência. Mas a vontade política, para este tipo de medidas,parece faltar.
Os líderes europeus estão e muito bem, preocupados num projeto europeu danificado  no seu todo.
Qual a alternativa realista? É difícil responder.Mas é importante a União Europeia mudar a sua abordagem de integração, mantendo -se mais coesa, nas vertentes económica e política.




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

OS DESAFIOS DA POLITICA ECONÓMICA EM PORTUGAL

No curto prazo, Portugal deverá ter um futuro económico, social e ambiental sustentável. Deverão ser reduzidos os elevados níveis de desemprego/subemprego. No  longo prazo deverá ser criada uma sociedade menos desigual, uma economia menos desigual, uma sociedade menos desigual, uma economia mais qualificada, um padrão de ocupação do território mais racional, bem como, práticas de produção e consumo menos agressivas para o ambiente.
Portugal é hoje um país, ainda endividado, empobrecido e menos qualificado, com menos capacidade produtiva, sem que tenham sido resolvidos os problemas estruturais, que estão na base do mau desempenho económico ( uma estrutura produtiva frágil e um dos mais baixos níveis de educação do mundo desenvolvido). Além disso o país aceitou sujeitar -se a regras orçamentais que nos obrigam a prosseguir o caminho da austeridade financeira durante muitos anos.
As sociedades mais desiguais estão sujeitas a mais tensões sociais, traduzindo -se em disfunções de vários tipos: doenças mentais, abuso de drogas, obesidade, baixo desempenho escolar, violência e insegurança. Portugal é um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido tendo anos de austeridade, agravando este problema, de acordo com todos os indicadores disponíveis. A política económica em Portugal, enfrenta três desafios fundamentais: reduzir a dívida pública, reduzir a dívida externa, aumentar o crescimento e a criação de emprego.Porquê? Sem uma reestruturação profunda da dívida pública, a sua redução, implica prosseguir a austeridade com efeitos nefastos sobre o crescimento e o emprego. Sem a possibilidade de uma desvalorização cambial, a redução da dívida externa implica prosseguir com a desvalorização dos salários e com a desregulação do mercado de trabalho, o que não só contrai o mercado interno, como diminui a base da receita fiscal(dificultando a redução da dívida pública). As instituições europeias, insistem que Portugal deve dar prioridade ao reequilíbrio das finanças públicas e das contas externas, porque isso é fundamental para credibilizar o euro.
A prioridade é única: criar emprego. De acordo com o FMI,existem atualmente em Portugal cerca de de um milhão e duzentas mil pessoas em idade de trabalhar que não conseguem encontrar emprego em condições. Esta é não só, uma das principais fontes de pobreza e de desigualdades sociais, mas também a principal fonte de delapidação das contas do Estado e da Segurança Social, e também, o principal fator de emigração, que tem vindo a acelerar os problemas de envelhecimento demográfico. Para criar emprego, é necessário pôr a economia a crescer. E isso não será possível, se não se colocarem em causa, as atuais regras orçamentais da União Europeia e os termos de pagamento da dívida pública.
Na conjuntura atual, menos de 10% das famílias têm rendimentos que permitem fazer pelo menos, uma semana de férias fora de casa. Mais de um milhão de pessoas não consegue encontrar um emprego. A pobreza é um problema sério em Portugal. A economia portuguesa não se preparou devidamente para a integração na união económica e monetária. Sofreu, depois, o choque da entrada de diversas economias emergentes, nos principais fluxos do comércio internacional(economias com um padrão de produção e exportação muito relacionadas com a nossas, mas trabalhando com custos muito inferiores, sendo mais atrativas para o investimento . Além disso, Portugal enfrenta, desde algum tempo, uma evolução demográfica adversa, com impactos potenciais significativos,no mercado de trabalho, nas pensões e nas contas públicas, bem como  uma contínua revolução tecnológica, que torna os processos produtivos mais fluidos, mais fragmentados e automatizados. A melhoria das infra-estruturas em que Portugal investiu era necessária e útil.Houve impactos difíceis na economia? Sim.
Qualquer opção de política económica que ignore esta realidade, e que se foque em estímulos de curto prazo, está condenada ao fracasso.
Segundo Stighitz, a saída da crise, passa por políticas que promovam o crescimento económico: só assim será possível pagar as dívidas acumuladas.Por isso defende investimentos em infra -estruturas necessárias. Todos sabemos, que a austeridade, leva a um menor crescimento económico e a uma maior desigualdade. Poderá fazer sentido, baixar os impostos, para as empresas que investem no país. Além do mais, os impostos mais progressivos sobre o património, são uma forma de gerar receitas sem aumentar a desigualdade ou prejudicar o crescimento. Mais impostos a financiarem a despesa produtiva, teriam mais sucesso de resolver a crise, do que medidas de austeridade que reduzam o défice, na mesma dimensão, mas que reduzam o défice, na mesma dimensão,prejudicando o crescimento acabando por dificultar o pagamento das dívidas.
Sobre a desigualdade, é urgente, mudar as atuais regras de mercado para reduzir os níveis de desigualdade entre países, pois a desigualdade, prejudica o crescimento e a democracia.